Da tributação à estratégia: os impactos da Reforma Tributária nas cadeias de suprimentos
- Marina Benelli

- há 1 dia
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Historicamente, incentivos fiscais influenciaram a localização de fábricas e centros de distribuição no Brasil. Esse cenário, no entanto, começa a ser alterado com a Reforma Tributária brasileira, que inaugura um novo contexto para as cadeias de suprimentos das empresas, ao substituir o atual modelo de tributação do consumo e prever a extinção desses incentivos.
Esse movimento exige das empresas uma revisão das estruturas atualmente adotadas, muitas vezes moldadas por vantagens fiscais transitórias. As decisões estratégicas passam a ser revistas e tendem a ser orientadas por fatores como proximidade do mercado consumidor, infraestrutura logística e custos operacionais reais.
Essa reorganização traz impactos relevantes que vão além da apuração dos tributos e da economia fiscal, alcançando também a gestão de riscos e contingências, o fortalecimento dos controles internos e de compliance, bem como a integração entre as áreas fiscal, contábil e operacional.
Como destacado em análises recentes da Deloitte e da EY, a Reforma Tributária funciona como catalisador para esse redesenho das cadeias de suprimentos, estimulando modelos mais resilientes, menos dependentes de incentivos fiscais e mais alinhados à eficiência logística.
A Reforma Tributária representa mais do que uma mudança na legislação fiscal: ela redefine decisões estruturais das empresas. A integração entre tributação, logística e governança será determinante para a construção de cadeias de suprimentos mais eficientes e sustentáveis no novo ambiente tributário.
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